Syd Hawkthorne
História
Nobre herdeiro do ducado de Hama, viu o lar ruir aos 12 anos em golpe de estado do tio Reed aliado a Qephiudur. Sobreviveu graças ao sacrifício do instrutor de esgrima e à ajuda da serva Martha, que o escondeu e enviou para viver como órfão camponês. Aos 17 anos partiu para ganhar poder e retomar o ducado, encontrando a espada mágica Nocturna em mausoléu antigo. Busca justiça para o povo, mas lida com ódio e desejo de vingança que ameaçam corrompê-lo.
Aparência
Humano de 22 anos, alto (~1,85 m), corpo levemente definido, cabelos pretos curtos. Olhos castanho-escuros quase negros em pouca luz. Usa armadura leve de couro com placas, espada longa de metal negro (Nocturna) e pequeno escudo redondo reforçado.
Itens
- nocturna.md.
- amuleto-do-lamento-contido.md.
- capa-da-nevoa-eterna.md (trocada com falledrick.md).
- capacete-de-marcus-valerius.md.
- adaga-de-vidro.md.
- machado-de-batalha-mais-1.md.
Corrupção pela Nocturna
Syd já vive conflito entre justiça e vingança; a espada amplifica qualidades de Yrrakhal nele.
- Drenagem sutil: torna-o mais frio e pragmático, afastando-o de aliados.
- Sede de poder: sussurros prometem força avassaladora como canal para Yrrakhal.
A espada que Syd empunha não abriga um demônio sedento por sangue e gritos. Ela é um fragmento de Yrrakhal, a Estática Primordial. Ela não deseja o caos; ela deseja o Silêncio.
A corrupção de Syd não é uma descida à loucura frenética, mas sim um apagamento gradual de sua humanidade. O calor de sua alma está sendo drenado, substituído por uma apatia gélida e letal.
Do Ódio ao Silêncio Absoluto
O ódio febril que outrora o impulsionava a buscar vingança contra o Tio Reed está secando. Em seu lugar, um pragmatismo aterrorizante se instala. Syd começa a perceber que não sente mais raiva ardente de seus inimigos; ele os enxerga apenas como “falhas matemáticas” ou “ruídos incômodos” que precisam ser silenciados. O desespero das pessoas comuns ao seu redor parece cada vez mais distante, apenas um barulho irritante que a espada promete acalmar.
### Construindo a conexão
- **Efeitos físicos**: frio persistente emanando da espada, pele mais pálida, olhos podendo brilhar em azul-violeta.
- **Efeitos mentais**: obsessão por vingança, silêncio e distanciamento do grupo, pesadelos de vazio gelado e vozes sussurrantes.
- **Reações da espada**: vibra ou soa baixo perto de magia primordial; reage a Linhas de Ley em locais como Moinho de Molinara ou Torre dos Arcanos em Augnad.
- **Reações de NPCs**: sensíveis à magia percebem aura fria; cultistas da Ordem Esmeralda ou Ordem da Geada Ancestral mostram interesse; Filion pode sentir rivalidade e tentar corromper a arma.
### Progressão da Nocturna
- **Estágio Sintonizada**: requer 30 ataques com _hex_; dá +1 em ataque/dano, 1d8 necrótico adicional em alvo com _hex_, cone de sombras (recarga 5–6) que escurece área; cada uso causa 1d4 de dano necrótico a Syd.
- **Estágio Desperta**: após 60 ataques com _hex_; +2 em ataque/dano, 1d8 necrótico em todo ataque (1x/turno) e +1d8 extra em alvos com _hex_; pode usar **Vácuo Devastador** (Constituição CD 15, 4d6 necrótico em raio de 4,5 m; 3 cargas); não provoca ataques de oportunidade em sombras/terreno mágico; cada uso de Vácuo dá 1 nível de exaustão.
- **Estágio Exaltada**: a cada cena, a espada dita ação; se desobedecer, teste de Sabedoria CD 18 ou Yrrakhal assume por 1 min. Bônus +4 ataque/dano; aura de escuridão em 6 m causa 2d6 necrótico; crítico contra alvo sob _hex_ causa +4d8 necrótico; **Convocação do Vazio** (1×) invoca coluna de gelo obsidiano 9 m, dano 12d6 necrótico e imobiliza (Força CD 18).
### O Túmulo do Silencio e o despertar de Nocturna
Durantes os acontecimentos da sessão [[campaign/sessoes/s027-lote-44|s027-lote-44]], Syd usou a Nocturna para absorver a estática solidificada que fazia uma barreira impedindo a progressão do grupo, isso fez com que a espada ficasse Desperta, a agora mais ativa, as vezes podendo forçar o Syd a tomar ações caso ele não passe em um teste de sabedoria para resistir aos impulsos da espada.
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### ⚠ PLANEJAMENTO FUTURO (GM Only)
**O Destino do Vazio:**
Se Syd falhar em resistir à influência da espada no longo prazo, ele não morrerá. Ele se tornará o **Cavaleiro do Vórtice**, um conduíte vivo para Yrrakhal.
- Sua pele ficará fria como o mármore de Zareth-Kar.
- Ele perderá a capacidade de sentir "paixão" (ódio ou amor), restando apenas o desejo de silenciar o mundo.
- **Interação com Kirin:** Kirin será o único capaz de tocar Syd sem congelar, criando uma dinâmica de "A Chave e a Fechadura" para um futuro arco de redenção ou execução.
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### A História de Syd
O passado de Syd Hawkthorne é marcado por tragédia. Sua família reinava de forma nobre e honesta sobre o ducado de Hama que havia se emancipado de um reino maior, Qephiudur, após longos anos de protestos e negociação. Seu pai e sua mãe, Allan e Brenna Hawkthorne, eram admirados pelos seus vassalos, servos e plebeus. Porém, essa paz durou poucos anos. Movido pela ganância, inveja e desejo por poder, seu tio Reed Hawkthorne, irmão mais novo de seu pai, se aliou ao novo sucessor do trono do reino Qephiudur e realizou um golpe de estado para assumir o lugar de seu irmão e incorporar novamente o ducado de Hama ao reino Qephiudur.
O golpe aconteceu à noite. Syd, aos seus 12 anos, já estava dormindo em seus aposentos. Ele faria aniversário no dia seguinte. Por um milagre ou coincidência do destino, seu instrutor de esgrima resolveu se dirigir aos aposentos de Syd para deixar aos pés de sua cama uma espada curta de presente, para surpreender o Syd pela manhã. Para a surpresa dele, logo ao entrar no quarto, percebeu 3 figuras emergirem das sombras. Eram assassinos. Imediatamente, ele sacou a espada e gritou para convocar os guardas e acordar Syd, mas ninguém respondeu ao seu chamado. Syd acordou assustado e desnorteado, para ver seu instrutor lutando contra três figuras sombrias. Ele ordenou que Syd fugisse. Ele precisou repetir a ordem, adicionando que era para ele não hesitar, correr e não olhar para trás. Syd então se situou em meio a esse caos e fugiu pela porta de seu quarto, enquanto seu instrutor bloqueava o avanço dos assassinos. Syd correu em direção aos aposentos de seus pais, o primeiro lugar que veio em sua mente, enquanto ouvia barulhos de luta, gritos e luzes trepidantes de chamas através das janelas da mansão Hawkthorne.
Foi num corredor próximo ao destino de Syd que alguém o agarrou, puxando-o para trás de uma tapeçaria, enquanto também tapava sua boca para que não gritasse. Para o alívio de Syd, era Martha, copeira e sua cuidadora em certas ocasiões. Marta o alertou que precisavam fugir, e arrastou Syd, que apresentou certa resistência pois queria ver seus pais, mas ela o convenceu, falando que ambos morreriam se não tomassem cuidado. Martha o conduziu pela cozinha, seguindo para a dispensa de alimentos, e a um corredor estreito, quase oculto, atrás dos armários da dispensa, que Syd nem sequer sabia que existia. Eles emergiram em uma pequena porta, em meio a arbustos, no lado oeste da mansão. Martha então correu com ele, em direção à vila. Syd ao olhar para trás, via a mansão Hawkthorne em chamas, sem qualquer entendimento da situação, desesperado, enquanto lágrimas escorriam por seu rosto.
No dia seguinte, Martha manteve Syd escondido em sua casa. Cortou e tingiu seus cabelos e passou bandagens em volta de seus olhos, de forma a parecer que ele tinha uma doença ou era cego. Ela sabia que ele seria identificado caso os vissem. Não demorou muito para soldados do reino Qephiudur inundarem as ruas do vilarejo, batendo na porta das casas e anunciando que a Mansão Hawkthorne havia sido incendiada completamente, e que a ausência do Duque e sua família indicavam que haviam morrido no incêndio, juntamente com a maior parte dos soldados e servos do local. Claro, as pessoas desconfiavam, no fundo, que essa não era a verdade, mas pouco podiam fazer diante do grande número de soldados do reino presentes. Um grupo de soldados bateu na porta de Martha, perguntando onde ela estava ontem e o que sabia sobre o acontecido, de forma autoritária e desconfiada. Ela mentiu, falando que havia saído mais cedo da mansão, pois foi chamada pelo seu filho mais velho que relatou que seu irmão mais novo, que estava doente, estava mal, então retornou para casa para cuidar dele. Os soldados entraram abruptamente na casa e inspecionaram os quartos, encontrando Syd, em uma cama, que já instruído por Martha, apenas moveu sua cabeça levemente e falou com uma voz fraca, disfarçada, perguntando quem estava ali. Os soldados, convencidos de que a mulher falava a verdade, se retiraram.
Mas Martha sabia que Syd ainda não estava seguro. Então o enviou para a casa de sua irmã, Cecíl, que morava numa vila consideravelmente distante, fora dos domínios do reino Qephiudur. Lá, Syd permaneceu, em meio aos camponeses, sendo criado como um filho por Cecíl e seu marido, porém, mesmo para eles, ele era um órfão que foi enviado por Martha para ser criado por eles, já que Cecíl desejava ter filhos, mas já havia tentado engravidar várias vezes, sem sucesso. Syd era a segunda criança órfã adotada por Cecíl. Marlow, que tinha 9 anos, foi o primeiro.
Martha visitava Syd esporadicamente, trazendo notícias. O honesto e humilde Ducado Hawkthorne havia chegado ao fim. As terras foram novamente incorporadas pelo reino Qephiudur. Reed Hawkthorne, agora vassalo de Qephiudur, reinava com mão de ferro e injustiça, antagonicamente ao seu irmão, para o desespero da plebe. Syd jurou justiça, recuperar o ducado e proteger novamente seu povo, mas seu coração também, no fundo, desejava vingança. Aos 17 anos, Syd saiu da casa de Cecíl dizendo que queria se tornar um aventureiro. Sua nova família se despediu, dele, com tristeza, mas ele prometeu visitá-los.
Syd então saiu em busca de poder e aliados, para que pudesse realizar seu desejo de reaver o que era seu de direito, mas ao mesmo tempo sabia que não podia se delongar muito, pois a cada dia que Reed permanecia no poder, mais seu povo sofria e as memórias e desejos de sua família eram profanados. Portanto, sua busca por poder era ansiosa e apressada. Em suas viagens, Syd ouviu histórias de deuses e entidades que concediam poder àqueles que os serviam, e imaginando que esse era o atalho que precisava para adquirir o poder que desejava, passou a buscar contato com algum desses seres. Foi em uma vila remota onde ele ouviu de um ferreiro bastante suspeito, que havia uma espada com poderes desconhecidos, escondida em um mausoléu, no meio de ruínas de uma cidade antiga próxima à essa vila. As pessoas evitavam ir até lá, pois a energia que emanava do lugar era sinistra, afastando até mesmo os animais silvestres. Ao se aproximar das ruínas, Syd percebeu que não se tratava de apenas um rumor, mas seu propósito era mais forte que seu medo. Algumas horas depois, Syd emergiu do mausoléu, empunhando uma espada feita longa e relativamente fina, de um metal escuro, quase preto. Ela tinha uma construção simples, mas muito bem feita, uma lâmina bela, porém, ao mesmo tempo intimidadora. Seu nome estava entalhado no pedestal cujo qual Syd a removeu: Nocturna.
Ele soube desde o momento que a tocou que não se tratava de uma espada comum, pois sentia um enorme poder que emanava dela e espalhava-se pelo seu corpo, algo que nunca havia sentido antes. E ele também sabia, intuitivamente, que qualquer que fosse a fonte desse poder, não era algo bom. Mas ele constantemente se convencia de que a espada e seu poder eram uma ferramenta, e a índole de seu uso cabia àquele que a empunhava, como um viajante uma vez o disse - “Não existe magia ou encantamento bom ou mau. Tudo depende de quem usa a magia.”. Syd dizia a si mesmo que ele era um homem bom, como seus pais de nascença, e os que o adotaram, o criaram para ser. Seu propósito era justo. Mas seu coração vacilava toda vez que pensava em seu tio e seu passado. Havia, lá no fundo, raiva, ódio e desejo por vingança.
Hoje, Syd Hawkthorne, aos seus 22 anos, é um homem humano de estatura alta, aproximadamente 1.85m, corpo levemente definido, cabelos pretos bem curtos. Seu rosto é bastante comum. Mas algumas características que chamam atenção são as íris de seus olhos, num tom castanho tão escuro, que num ambiente não tão bem iluminado, parecem pretos, se misturando com sua pupila. Ele usa uma armadura leve de couro com algumas placas de metal, uma espada longa feita de um metal negro, e um pequeno escudo redondo de madeira reforçado com ferro.