Braço de Rubi de Athamos
Descrição
Um rubi maciço, lapidado com uma perfeição perturbadora na exata forma de um antebraço e mão humana. A joia é quente ao toque, palpita em um ritmo biológico e exala um odor doce e enjoativo, semelhante a açúcar queimado e ozônio. A luz que atravessa o cristal não refrata normalmente, projetando cores hiper-saturadas que causam leve vertigem a quem as observa por muito tempo.
Origem e Verdadeira Natureza: A Âncora
Embora seja conhecida no submundo de Qephiudur apenas como uma joia de valor inestimável, o Braço de Rubi é, na verdade, uma Âncora. Trata-se de um artefato forjado ou nascido em Nieden, o Continente Prismático.
Sua principal função mística é manter a identidade e a memória de seu portador intactas durante a travessia pelo Mar do Esquecimento. Por ser um pedaço solidificado da lógica feérica de Nieden, a joia “lembra” o universo de sua própria maneira conturbada, impedindo que a água do oceano apague a mente de quem viaja com ela.
A Queda de Athamos
O artefato foi adquirido no mercado negro pelo Arquimago Athamos, que o levou para sua torre isolada a fim de estudá-lo. Athamos não compreendia que a pedra “vazava” a realidade de Nieden. A presença contínua do rubi começou a derreter as leis físicas de Toth-Hermes nos arredores da torre.
A flora local transformou-se em uma floresta de cogumelos gigantes e hiper-vivos; os animais viraram insetos furta-cor; e os próprios guardas e aprendizes do mago foram assimilados pela vegetação, tornando-se homens-fungo sem mente humana, mas felizes em seu novo estado.
Em uma tentativa desesperada de conter o vazamento dessa radiação caótica, Athamos forjou um imenso Golem de Pedra e substituiu o braço da criatura pela joia, criando um “Traje de Contenção”. O plano falhou quando a energia do rubi fundiu-se ao construto, transformando o golem em uma monstruosidade de rubi capaz de petrificar matéria orgânica em cristal eterno. Athamos foi assimilado pelo golem antes que pudesse pedir ajuda.
Efeitos e Maldição (A Radiação Prismática)
- Vazamento de Caos: Permanecer em posse do Braço de Rubi fora de um recipiente forjado com magia de supressão faz com que o ambiente ao redor sofra mutações lentas. Plantas crescem aceleradamente, água parada ganha propriedades alucinógenas e a gravidade pode apresentar falhas pontuais.
- Transformação de Rubi: O contato bruto com a energia defensiva liberada pela joia (especialmente quando conectada ao seu Golem) reescreve a carne, transformando criaturas vivas em estátuas perfeitas de rubi.
Eventos Recentes
O nobre e mestre-espião Sir Gogorol descobriu a localização da joia e contratou um grupo descartável de mercenários (o anão berserker Krug, a bruxa Nythera, o monge Nhoco e o elfo Ren) para roubá-la.
A missão foi um desastre absoluto. O grupo recuperou o Braço de Rubi, mas a fuga pela floresta mutante os levou à loucura. Krug e Nhoco cederam à hiper-vida, banqueteando-se de carne fúngica, até serem encurralados pelo Golem de Rubi de Athamos. Ren e Nhoco foram cristalizados vivos. Krug e Nythera sobreviveram por pouco, mas, traumatizados e percebendo o perigo apocalíptico do que carregavam, desertaram. Eles nunca entregaram o artefato a Sir Gogorol.
Portador Atual
- Desaparecido. Acredita-se que esteja em posse da bruxa necromante Nythera e do anão exausto Krug, que fugiram para as sombras do continente, escondendo a relíquia (e a si mesmos) tanto de Sir Gogorol quanto das mutações que a joia inevitavelmente causará por onde passarem.